Mais um fragmento do livro A Mensagem Secreta de Jesus – Brian D. McLaren
Em um tempo em que as pessoas religiosas tem tanta certeza de suas crenças, mas praticam o amor tão pouco, McLarens diz que
“a fé que conta, portanto, não é a ausência de duvidas; mas a presença de ação.”
Abraço,
Daniel
26 Outubro, 2008
16 Outubro, 2008
“Ô Deus, o Senhor me empresta esses caras um pouquinho?”
Você já ouviu falar do programa “Astros” no SBT? Aquele que uma vez já foi Ídolos (e que fora comprado pela Record há uns meses), que depois ficou um tempo sem nome, até ser conhecido como Astros. Lembrou? Confesso: eu assisto!
Conheço algumas [muitas?] pessoas que são contrárias a esse tipo de programa, porque segundo elas, os jurados menosprezam alguns candidatos, chegando a humilha-los. Discordo dessa posição, pois ninguém vai ao programa sem conhecer seu moldes, na inocência total. É um risco ser execrado, mas inevitável a repercussão.
Bom, mas o que quero comentar não é o “mérito da questão”. É justamente sobre a repercussão que tem aquilo que lá é apresentado. Em especial, ontem.
De uns tempos pra cá, os cantores e músicos do meio evangélico têm aparecido por lá. Um grande cantor inclusive, o Duzão, foi o vencedor do mês de agosto (ele canta um Blues muito bem!). Mas no dia 15 de outubro apareceu por lá o “Artpella” – um sexteto gospel a capella. Um grupo que parecia ser tão previsível quanto outros “góspeis”[sic], mas que arrancou aplausos dos jurados ao final. Musicalmente excelentes (lembram bastante o Kades Singers), afinadíssimos, simpáticos, entrosados, criativos.Na hora da opinião do júri, o super-sincero Miranda fala o que muitos deveriam estar se questionando: “Quando vejo um pessoal fazendo musica espiritual bem assim como vocês, eu tenho vontade de pedir pra Deus que me empreste um pouco vocês para fazerem um pop para o Brasil. Independente da religião, budista, hinduísta, ou seja o que for, todo mundo deveria ouvir dessa boa música” (interpretação minha, mas é mais ou menos isso). Já Arnaldo Sacomani, afirmou com todas as letras que o Artpella é o melhor grupo que já apareceu por lá. E um detalhe: ambos foram os produtores de grandes artistas, como Tim Maia, Roupa Nova, Skank- eles têm “café no bule”.
Não tinha como não pensar no que Carlos Miranda havia acabado de dizer. Em outras palavras, ele pediu que estes grandes artistas saíssem de seu mundo gospel e mostrasse às pessoas o que sabem fazer. No cenário brasileiro, pouquíssimos artistas fazem música de boa qualidade- alguns podem ser garimpados no MySpace.
É inevitável questionar o porquê desse comportamento separatista. Parece que vivem em dois extremos: ou fecham-se para seus fãs cristãos, ou engasgam a garganta alheia. Explico.
O primeiro grupo parece temer a contaminação. Participam apenas de eventos religiosos, grandes e pequenos. Produzem seus CD’s e DVD’s para esse público restrito com as mesmas características: clichês que se reproduzem nas igrejas, vocabulário que apenas evangélicos entendem, letras parecidíssimas entre si e musicalidade óbvia. Poucos fogem à regra, existem exceções. Mas parece ser esta a regra.
O segundo grupo quer ganhar o mundo, mas quase pela força. Participam de eventos e fazem “apelo em massa”- e ainda condenam abertamente aquilo que abominam. Evocam seu público a tomar posse e a balançar o inferno. Animam a torcida, e o Espírito é livre para se expressar. O volume é alto, a musicalidade massificada.
Infelizmente, a grande maioria dos cristãos é desaconselhada a apreciar boa música, poesia, teatro que não sejam cristãos. Essa elitização-cristã da arte faz muitos tolerarem um mesmo padrão, um mesmo nível. Sem rivalidades, principalmente mercadológicas, qualidade é sempre apreciável. Será que este comportamento com a cultura brasileira não causa alienação?
As vezes, tenho a impressão de que os cristãos evangélicos entenderam errado quando Jesus disse para ser sal da terra e luz do mundo. A vontade de “ser para Deus” é tanta que os grupos tornaram-se salinas e usinas elétricas, que não se dissipam, nem se misturam. Em alguns lugares, apenas trazem certo incômodo.
Bom, mas quem sabe Deus empresta alguns artistas para o Brasil?
É esperar pra ver.
Naquele que é O Artista da Vida,
Angela
Conheço algumas [muitas?] pessoas que são contrárias a esse tipo de programa, porque segundo elas, os jurados menosprezam alguns candidatos, chegando a humilha-los. Discordo dessa posição, pois ninguém vai ao programa sem conhecer seu moldes, na inocência total. É um risco ser execrado, mas inevitável a repercussão.
Bom, mas o que quero comentar não é o “mérito da questão”. É justamente sobre a repercussão que tem aquilo que lá é apresentado. Em especial, ontem.
De uns tempos pra cá, os cantores e músicos do meio evangélico têm aparecido por lá. Um grande cantor inclusive, o Duzão, foi o vencedor do mês de agosto (ele canta um Blues muito bem!). Mas no dia 15 de outubro apareceu por lá o “Artpella” – um sexteto gospel a capella. Um grupo que parecia ser tão previsível quanto outros “góspeis”[sic], mas que arrancou aplausos dos jurados ao final. Musicalmente excelentes (lembram bastante o Kades Singers), afinadíssimos, simpáticos, entrosados, criativos.Na hora da opinião do júri, o super-sincero Miranda fala o que muitos deveriam estar se questionando: “Quando vejo um pessoal fazendo musica espiritual bem assim como vocês, eu tenho vontade de pedir pra Deus que me empreste um pouco vocês para fazerem um pop para o Brasil. Independente da religião, budista, hinduísta, ou seja o que for, todo mundo deveria ouvir dessa boa música” (interpretação minha, mas é mais ou menos isso). Já Arnaldo Sacomani, afirmou com todas as letras que o Artpella é o melhor grupo que já apareceu por lá. E um detalhe: ambos foram os produtores de grandes artistas, como Tim Maia, Roupa Nova, Skank- eles têm “café no bule”.
Não tinha como não pensar no que Carlos Miranda havia acabado de dizer. Em outras palavras, ele pediu que estes grandes artistas saíssem de seu mundo gospel e mostrasse às pessoas o que sabem fazer. No cenário brasileiro, pouquíssimos artistas fazem música de boa qualidade- alguns podem ser garimpados no MySpace.
É inevitável questionar o porquê desse comportamento separatista. Parece que vivem em dois extremos: ou fecham-se para seus fãs cristãos, ou engasgam a garganta alheia. Explico.
O primeiro grupo parece temer a contaminação. Participam apenas de eventos religiosos, grandes e pequenos. Produzem seus CD’s e DVD’s para esse público restrito com as mesmas características: clichês que se reproduzem nas igrejas, vocabulário que apenas evangélicos entendem, letras parecidíssimas entre si e musicalidade óbvia. Poucos fogem à regra, existem exceções. Mas parece ser esta a regra.
O segundo grupo quer ganhar o mundo, mas quase pela força. Participam de eventos e fazem “apelo em massa”- e ainda condenam abertamente aquilo que abominam. Evocam seu público a tomar posse e a balançar o inferno. Animam a torcida, e o Espírito é livre para se expressar. O volume é alto, a musicalidade massificada.
Infelizmente, a grande maioria dos cristãos é desaconselhada a apreciar boa música, poesia, teatro que não sejam cristãos. Essa elitização-cristã da arte faz muitos tolerarem um mesmo padrão, um mesmo nível. Sem rivalidades, principalmente mercadológicas, qualidade é sempre apreciável. Será que este comportamento com a cultura brasileira não causa alienação?
As vezes, tenho a impressão de que os cristãos evangélicos entenderam errado quando Jesus disse para ser sal da terra e luz do mundo. A vontade de “ser para Deus” é tanta que os grupos tornaram-se salinas e usinas elétricas, que não se dissipam, nem se misturam. Em alguns lugares, apenas trazem certo incômodo.
Bom, mas quem sabe Deus empresta alguns artistas para o Brasil?
É esperar pra ver.
Naquele que é O Artista da Vida,
Angela
01 Outubro, 2008
Os recursos que salvam?

It's extraordinary to me that the United States can find $700 billion to save Wall Street and the entire G8 can't find $25 billion dollars to saved 25,000 children who die every day from preventable diseases." Bono
"Para mim é algo extraordinário que os Estados Unidos consigam levantar US$700 bilhões para salvar Wall Street e todo o G8 [países mais ricos] não consigam US$25 bilhões para salvar 25.000 crianças que morrem todos os dias de doenças que podem ser erradicadas".
O acelerador de partículas está em seus primeiros testes. E parece que vai dar certo. Mas existem milhões que sofrem com a falta de água- sim, no norte de Minas Gerais não chove desde fevereiro, e as pessoas esperam pela chuva que não vem.
Para competir, o Brasil aposta em rede para células tronco embrionárias. Mas o SUS não consegue garantir saúde básica à população.
O DNA humano foi decodificado. Mas pais e mães precisam entrar na justiça para garantir o direito de receber medicação cara, que seus salários sequer pagam a embalagem.
Este é o nosso mundo. A ganância parece ser uma das raízes mais profundas da natureza humana. Por causa dela, uns se vendem e outros se deixam comprar. O mais esperto garante seu quinhão. O consumismo arraigado toma tudo para si. O acelerador de partículas, o banco de células tronco,o projeto genoma...por puro interesse na humanidade e para proporcionar melhores condições de vida no mundo, duvido que investidores apliquem seu suado(?) dinheiro.
Se assim fosse, precárias condições primárias não exitiriam mais.
E o mundo seria um pouquinho melhor do que se apresenta hoje.
Nele,
Angela
Assinar:
Postagens (Atom)




