
“E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará.” (Mt 24.12)
As mudanças climáticas do planeta têm sido um grito de alerta para a humanidade. Enquanto o superaquecimento global traz à tona contornos apocalípticos, um fenômeno inverso me desperta à reflexão. O amor de muitos está esfriando, galopantemente.
Lembro-me que, na infância, meu sentimento em relação ao próximo era bastante diferente deste que me invade atualmente. Ao passar pelas ruas e ver as misérias ambulantes, não me continha de tanto dó. Também a época era outra. Não apenas pelo fato de eu ser criança e, sim, porque, verdadeiramente, os homens nutriam mais solidariedade. Não existia a “enchente” de iniqüidades que há no mundo de hoje. Para se ter uma idéia, a duas décadas, o número de meninas que engravidavam aos 9 anos era quase inexistente. Não se via, freqüentemente, netos matando avós, nem em noticiários, pais matando filhos indefesos e, muito menos, bebês sendo, cruelmente, molestados sexualmente. Na corrida do tempo, com a multiplicação da iniqüidade, o amor de muitos têm esfriado.
A Era do Gelo alcançou as pessoas sem que elas se apercebessem disso.
E como está o teu coração diante dessa banalização da maldade?
Satisfeito?
Passivo?
Revoltado?
Inconformado?
Perseverante no bem?
Rendido ao mal?
A tendência daqui para frente é encontrarmos corações cada vez mais petrificados pelo gelo desta era. E não te assustes se foste tomado pelo frio do desamor.
O período da glaciação chegou e não há retorno.
Se o teu interior ainda se encontra revoltado, inconformado ou perseverante perante o quadro estabelecido, é um sinal de que a chama não se extinguiu.
Portanto, fiques atento ao que se passa em tuas motivações, cultivando essa luz que te resta, no intuito de que, mediante seu queimar, outros corações que entraram em estado de congelamento sejam inflamados e, assim, escapem dessa Era do Gelo.
Edson Rodrigues,
07/04/08,
Recife/PE.
As mudanças climáticas do planeta têm sido um grito de alerta para a humanidade. Enquanto o superaquecimento global traz à tona contornos apocalípticos, um fenômeno inverso me desperta à reflexão. O amor de muitos está esfriando, galopantemente.
Lembro-me que, na infância, meu sentimento em relação ao próximo era bastante diferente deste que me invade atualmente. Ao passar pelas ruas e ver as misérias ambulantes, não me continha de tanto dó. Também a época era outra. Não apenas pelo fato de eu ser criança e, sim, porque, verdadeiramente, os homens nutriam mais solidariedade. Não existia a “enchente” de iniqüidades que há no mundo de hoje. Para se ter uma idéia, a duas décadas, o número de meninas que engravidavam aos 9 anos era quase inexistente. Não se via, freqüentemente, netos matando avós, nem em noticiários, pais matando filhos indefesos e, muito menos, bebês sendo, cruelmente, molestados sexualmente. Na corrida do tempo, com a multiplicação da iniqüidade, o amor de muitos têm esfriado.
A Era do Gelo alcançou as pessoas sem que elas se apercebessem disso.
E como está o teu coração diante dessa banalização da maldade?
Satisfeito?
Passivo?
Revoltado?
Inconformado?
Perseverante no bem?
Rendido ao mal?
A tendência daqui para frente é encontrarmos corações cada vez mais petrificados pelo gelo desta era. E não te assustes se foste tomado pelo frio do desamor.
O período da glaciação chegou e não há retorno.
Se o teu interior ainda se encontra revoltado, inconformado ou perseverante perante o quadro estabelecido, é um sinal de que a chama não se extinguiu.
Portanto, fiques atento ao que se passa em tuas motivações, cultivando essa luz que te resta, no intuito de que, mediante seu queimar, outros corações que entraram em estado de congelamento sejam inflamados e, assim, escapem dessa Era do Gelo.
Edson Rodrigues,
07/04/08,
Recife/PE.





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