28 Novembro, 2007

Programa Pense Comigo 1

Tá ai o primeiro programa da gente!!!

23 Novembro, 2007

A triste história de um boné




Ainda penso como seria se em nossas vidas existisse a seta de “desfazer”...

O bom, é que mesmo ela não existindo, o grande filósofo Seixas tinha razão: “eu prefiro se-er, essa metamorfose ambulante...” E como a gente muda... queria eu ter evitado tantas dores e ter encarado com menos seriedade coisas contra as quais lutei com unhas e dentes e hoje percebo serem falatórios inúteis.

Fui lembrado esta semana da “história do boné”. Na verdade, um amigo próximo contou-me que encontrou com outros e comentaram esta história inesquecível... rsss.

Em resumo: a igreja em que eu pastoreava jovens ficou sem pastor e estavam procurando um para assumi-la. Um dos “anjos” a visitar-nos teve algumas “percepções” locais e comentou comigo algumas delas.

Numa das conversas, o pastor em questão disse que notou do “desleixo” dos jovens que tocavam no “louvor” da igreja, usando bermudas, boné e tal. Disse-lhe que já havia comentado com os “levitas” acerca dessa “conduta imprópria”. Então recebi uma “palavra sábia” deste pastor dizendo-me que eu deveria impor-me, pois eu é que “mandava ali”, eu “era o pastor”. Em um ínterim de discrepâncias e com a cabeça fraca, buscando referencias de liderança, cheguei à noite e determinei que ninguém mais deveria usar boné para tocar “no altar”. Se assim o fizesse, estaria de fora...Foi aquela confusão!

Hoje percebo quantas coisas e mais coisas fiz por causa do meio em que estava e da influência de terceiros. Pode ser que este pastor e outros tentaram ajudar-me realmente. Mas algo era estranho: alguns conselhos não geravam vida.

Quanta falsa santidade. Quanta hipocrisia. Quanto autoritarismo. Quanta falta de amor. Quantas discussões inúteis. Quantas doenças alimentadas.

Já pedi perdão pros manos dos bonés, mas mesmo assim, ficou na historia este momento triste (e hoje chega a ser até meio cômico).

Perdão para quem deixei de ser humano e amoroso por ser “o líder”. Jesus não foi assim.

Daniel

12 Novembro, 2007

Um cara legal - Karl Barth



Ainda estou fazendo uns trabalhos para a revalidação do curso de teologia pelo MEC, então estou tendo a “oportunidade” de ler alguns livros.

Nos últimos dias estou lendo “Teologia Contemporânea” de Willian Hordern.

Confesso que se eu não me esqueci ou faltei na aula que falaram, gostei da história de Karl Barth que li no livro e não tinha conhecimento. Foi um cara que não aceitou o nazismo e por isto teve de sair da Alemanha e desenvolveu uma teologia cujo centro era Cristo. (é claro que o mano Bonhoefer que ficou e enfrentou o nazismo tem mais pontos na popularidade rsssss)

Abaixo um fragmento do livro sobre o pensamento de Barth:

“Se toda a obra de Cristo tivesse consistido em proferir o juízo contra nós, isso teria resultado em fazer-nos mais infelizes do que antes que ele viesse ao mundo. Todavia, Cristo nos revela que Deus tem liberdade de escolher a maneira pela qual seu juízo vem sobre os homens, e a verdade é que o juízo divino recaiu sobre Deus mesmo em Cristo, e não sobre o homem. E, pelo fato de que Deus profere o juízo sobre si mesmo, ele nos livra da obrigação de nos julgarmos a nós mesmos. Essa é a experiência de liberdade, pelo fato de que, quando o homem pretende ser juiz de si mesmo, faz-se vulnerável ao juízo do próximo. O homem é perseguido pela necessidade de que outros pensem bem dele. O homem pecador é bastante estranho. Em certos momentos o homem exibe as próprias virtudes como justificar-se a si mesmo, mas, logo depois o mesmo homem começa a olhar a seu redor, para certificar-se da presença de outros que concordam com a opinião que ele tem de si mesmo. Que admirável convicção de liberdade aparece nas palavras de Paulo, quando diz: ‘Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por tribunal humano; nem eu, tampouco julgo a mim mesmo. Porque, de nada me argúi a consciência; contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor’(1Co.4.3,4). O cristão pode expressar-se assim porque, quando ele se sente julgado por Cristo, percebe ao mesmo tempo de que é julgado por aquele que lhe ministra uma palavra de perdão e lhe faz promessas relacionadas com uma nova vida”.


Que grande verdade, não?

Boa semana a todos,

Daniel

06 Novembro, 2007

Os estranhos cidadãos do céu e do inferno


Heaven is full of forgiven people.

O céu está cheio de gente perdoada.


Hell is full of forgiven people.

O inferno está cheio de gente perdoada.


Heaven is full of people God loves, whom Jesus died for.

O céu está cheio de gente que Deus ama e por quem Jesus morreu.


Hell is full of forgiven people God love, whom Jesus died for.

O inferno está cheio de gente que Deus ama e por quem Jesus morreu.


The difference is how we choose to live, which story we choose to live in, which version of reality we trust.

A diferença é como escolhemos viver, que história escolhemos escrever, que versão de realidade nós confiamos.


For Jesus, heaven and hell were present realities. Ways of living we can enter into here and now. He talked very little of the life beyond this one because he understood that the life beyond this one is a continuation of the kinds of choices we make here and now.

Para Jesus, céu e inferno eram realidades do presente; jeitos de viver, que podemos experimentar aqui e agora. Ele falou muito pouco sobre a vida além desta, porque compreendia que a vida além desta é mera continuação dos tipos de escolhas que fazemos aqui e agora.

Do livro “Velvet Elvis”- de Rob Bell (um dos protagonistas do movimento The Emergent Church). Tradução livre por Ricardo Gondim